É o grande modernista programático da literatura portuguesa, tanto na poesia (A Invenção do Dia Claro, 1921) como no teatro (Deseja-se Mulher, 1928), mas muito principalmente na ficção, com os textos K4 o Quadrado Azul, 1917, A Engomadeira, 1917, e o romance Nome de Guerra, 1938.
Pratica um estilo inovador no plano da construção do discurso mas sobretudo na forma de expor e organizar as ideias (com brandura, violência ou puro aleatório), que nunca são secundárias na sua constante preocupação formal, a que não é alheia a sua actividade de artista plástico que o afirmou como personalidade decisiva na nossa cultura.
"Não tenho culpa de ter nascido em Portugal, e exijo uma pátria que me mereça"
- Ultimato às Gerações futuristas
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